1.2.08

O holocausto no carnaval

Carnavalizar o holocausto judeu é mais agressivo para a memória das vítimas nazistas do que carnavalizar a escravidão do negro?

O carro alegórico da Escola de Samba Viradouro que foi proibido pela justiça a pedido da comunidade judaica do Rio de janeiro.

No carnaval brasileiro o tema escravo/escravidão parece ter-se incorporado na "festa" tal a quantidade de escravos que são expostos além dos vivas - ó pá! - ao colonizador português.
Agora mesmo está se comemorando com dinheiro público - da prefeitura do Rio de Janeiro e do governo federal - os 200 anos da chegada da Corte Portuguêsa ao Brasil.
Se alguém 'chiou' não deu em nada!
Sabe-se que o comércio escravo se intensificou pela chegada de tantos nobres e 'incapazes' para o trabalho doméstico. E morreram muito mais negros do que judeus nos campos de extermínio nazistas.
Ambos os extermínios devem ser condenados e reparados como já fazem há tempos os judeus recebendo indenizações vultosas que os mantém em posições privilegiadas na sociedade.

Apesar desta 'visão' amenizada do tráfico de escravos nesta gravura de Rugendas durante o holocausto negro, o carnaval brasileiro trata a escravidão como um tema recorrente sem qualquer contestação da comunidade negra brasileira.

Mas há uma questão de fundo que não se tratou ainda nas manifestações contra ou a favor da proibição do carro alegórico que simbolizaria as vítimas do holocausto judeu.
Com a presença do negro no carnaval sua dimensão carnavalizadora - a paródia, a inversão da ordem dos valores (simbolicamente, é claro), o exêntrico, o ambíguo, etc. - ampliou-se.
A própria resistência do negro deve-se em parte a esta capacidade de transformação criadora e 'festiva', ao contrário das culturas judaico-cristã-mulçumana que exaltam o martírio como virtude.
Por isso, podemos 'exorcizar' a escravidão no carnaval e os judeus não se permitem e por extensão a todos nós não-judeus.

Na Costa do Marfim a escravidão é tema de carnaval

5 comentários:

Musikfabrik disse...

Eles precisam também dar graças à jeovah por Bin Laden não levar o menor jeito para carnavalesco, porque, senão...

Marcia Moraes disse...

Olha, eu entendo tua indignação. Porém, tenho uma visão diferente.

Acredito que no lugar de "diminuir a importância" do massacre dos judeus, poderiamos nos perguntar como eles fazem para ser escutados. Diz a lenda que os judeus são ricos, ocupam cargos importantes na sociedade (não so) brasileira. Deveriamos também "chegar là". Eles são organizados e são conscientes de que são judeus e das suas origens. Se eles conseguiram? Que bom não so para eles, mas para todos os povos que sofreram massacres.
Cabe a nos de criar um espaço e de re-criar (se é o caso)um (outra) forma de mostrar nosso massacre.
Não vamos cair nessa de diminuir a dor dos outros. Massacre é massacre em qualquer lugar do mundo...

:)

sou eu disse...

você sabia que a juiza ela é judia, que proibiu a encenação carnavalesca? Ela não podia moralmente, já que ela seria parcial em seu julgamento.

Anônimo disse...

Em vez do tema Hocolausto porque razão não se lembraram duma sátira ao avião da TAM enfiado no armazêm da própria companhia?

quilombonnq disse...

REVOLUÇÃO QUILOMBOLIVARIANA !
A COMUNIDADE NEGRA AFRO-LATINA BRASILEIRA
APOIA E É SOLIDARIA AO POVO PALESTINO.VIVA A PALESTINA!
Viva! Chàvez! Viva Che!Viva! Simon Bolívar! Viva! Zumbi!
Movimento Chàvista Brasileiro

Manifesto em solidariedade, liberdade e desenvolvimento dos povos afro-ameríndio latinos, no dia 01 de maio dia do trabalhador foi lançado o manifesto da Revolução Quilombolivariana fruto de inúmeras discussões que questionavam a situação dos negros, índios da América Latina, que apesar de estarmos no 3º milênio em pleno avanço tecnológico, o nosso coletivo se encontra a margem e marginalizados de todos de todos os benefícios da sociedade capitalista euro-americano, que em pese que esse grupo de países a pirâmide do topo da sociedade mundial e que ditam o que e certo e o que é errado, determinando as linhas de comportamento dos povos comandando pelo imperialismo norte-americano, que decide quem é do bem e quem do mal, quem é aliado e quem é inimigo, sendo que essas diretrizes da colonização do 3º Mundo, Ásia, África e em nosso caso América Latina, tendo como exemplo o nosso Brasil, que alias é uma força de expressão, pois quem nos domina é a elite associada à elite mundial é de conhecimento que no Brasil que hoje nos temos mais de 30 bilionários, sendo que a alguns destes dessas fortunas foram formadas como um passe de mágica em menos de trinta anos, e até casos de em menos de 10 anos, sendo que algumas dessas fortunas vieram do tempo da escravidão, e outras pessoas que fugidas do nazismo que vieram para cá sem nada, e hoje são donos deste país, ocupando posições estratégicas na sociedade civil e pública, tomando para si todos os canais de comunicação uma das mais perversas mediáticas do Mundo. A exclusão dos negros e a usurpação das terras indígenas criaram-se mais e 100 milhões de brasileiros sendo estes afro-ameríndios descendentes vivendo num patamar de escravidão, vivendo no desemprego e no subemprego com um dos piores salários mínimos do Mundo, e milhões vivendo abaixo da linha de pobreza, sendo as maiores vitimas da violência social, o sucateamento da saúde publica e o péssimo sistema de ensino, onde milhões de alunos tem dificuldades de uma simples soma ou leitura, dando argumentos demagógicos de sustentação a vários políticos que o problema do Brasil e a educação, sendo que na realidade o problema do Brasil são as péssimas condições de vida das dezenas de milhões dos excluídos e alienados pelo sistema capitalista oligárquico que faz da elite do Brasil tão poderosa quantos as do 1º Mundo. É inadmissível o salário dos professores, dos assistentes de saúde, até mesmo da policia e os trabalhadores de uma forma geral, vemos o surrealismo de dezenas de salários pagos pelos sistemas de televisão Globo, SBT e outros aos seus artistas, jornalistas, apresentadores e diretores e etc.
Manifesto da Revolução Quilombolivariana vem ocupar os nossos direito e anseios com os movimentos negros afro-ameríndios e simpatizantes para a grande tomada da conscientização que este país e os países irmãos não podem mais viver no inferno, sustentando o paraíso da elite dominante este manifesto Quilombolivariano é a unificação e redenção dos ideais do grande líder zumbi do Quilombo dos Palmares a 1º Republica feita por negros e índios iguais, sentimento este do grande líder libertador e construí dor Simon Bolívar que em sua luta de liberdade e justiça das Américas se tornou um mártir vivo dentro desses ideais e princípios vamos lutar pelos nossos direitos e resgatar a história dos nossos heróis mártires como Che Guevara, o Gigante Osvaldão líder da Guerrilha do Araguaia. São dezenas de histórias que o Imperialismo e Ditadura esconderam. Há mais de 160 anos houve o Massacre de Porongos os lanceiros negros da Farroupilha o que aconteceu com as mulheres da praça de 1º de maio? O que aconteceu com diversos povos indígenas da nossa América Latina, o que aconteceu com tantos homens e mulheres que foram martirizados, por desejarem liberdade e justiça? Existem muitas barreiras uma ocultas e outras declaradamente que nos excluem dos conhecimentos gerais infelizmente o negro brasileiro não conhece a riqueza cultural social de um irmão Colombiano, Uruguaio, Venezuelano, Argentino, Porto-Riquenho ou Cubano. Há uma presença física e espiritual em nossa história os mesmos que nos cerceiam de nossos valores são os mesmos que atacam os estadistas Hugo Chávez e Evo Morales Ayma,Rafael Correa, Fernando Lugo não admitem que esses lideres de origem nativa e afro-descendente busquem e tomem a autonomia para seus iguais, são esses mesmos que no discriminam e que nos oprime de nossa liberdade de nossas expressões que não seculares, e sim milenares. Neste 1º de maio de diversas capitais e centenas de cidades e milhares de pessoas em sua maioria jovem afro-ameríndio descendente e simpatizante leram o manifesto Revolução Quilombolivariana e bradaram Viva a,Viva Simon Bolívar Viva Zumbi, Viva Che, Viva Martin Luther King, Viva Osvaldão, Viva Mandela, Viva Chávez, Viva Evo Ayma, Viva a União dos Povos Latinos afro-ameríndios, Viva 1º de maio, Viva os Trabalhadores e Trabalhadoras dos Brasil e de todos os povos irmanados.
O.N.N.QUILOMBO –FUNDAÇÃO 20/11/1970
quilombonnq@bol.com.br

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