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7.3.09

Mulheres apaixonadas

Para pensarmos nelas e elas em nós!
Todos os dias em todas as batalhas.



stop, look, listen (to your heart) (tradução)

Pare, olhe, escute (seu coração)


Você está sozinha o tempo todo
Isso nunca te surpreende?
Você já se perguntou por que
Parece se apaixonar frequentemente?
Você já amou de verdade
Ou apenas fingiu, oh, querida?
Por que se enganar?
Não tenha medo de se ajudar
Nunca é tarde demais, tarde demais para

Parar, olhar e escutar seu coração
Ouça o que ele diz
Pare, olhe e escute seu coração
Ouça o que ele diz
Amor, oh, amor, amor

Ainda que você tente, não consegue esconder
Todas as coisas que sente de verdade
Dessa vez decida
Que você se abrirá, deixará entrar
Não há vergonha em se dividir o amor que sente
Então se entregue
De ponta cabeça e apaixone-se
Nunca é tarde demais, tarde demais para

Parar, olhar e escutar seu coração
Ouça o que ele diz
Pare, olhe e escute seu coração
Ouça o que ele diz
Amor, amor, amor

Fonte: http://letras.terra.com.br

Para que gosta de um sample:






5.3.09

Barrosinho foi pro céu!

Faleceu nesta última madruga de quinta-feira (05/03) Barrosinho um dos fundadores da Banda Black Rio nos anos 70 com 65 anos de falência múltipla dos orgãos.
Na entrevista no programa do Jô, Barrosinho aparece feliz e descontraído contando um pouco de sua história e suas aventuras e desventuras na vida de músico.

Parte 1: entrevista


Parte 2: entrevista


Parte 3: apresentação musical: "Farol de São Tomé"


Impossível não ouvir "Mr Funky Samba" com a Banda Black Rio (este carrega rapidinho, só áudio)



7.9.08

Valeu a pena?



Nem só a luta pela negação da injustiça
Nem só a luta pela justiça
Também a luta pelo direito de ser feliz

Quando nada parece valer a pena
Quando nem os antigos deuses parecem nos ouvir
Novos deuses ocupam seus lugares
É um novo tempo e um novo lugar

Nada é fixo tudo é móvel
O futuro passou, amanhã é o novo presente
Presente cotidiano e incerto
Sem paz à vista

"Paz sem voz não é paz, é medo"*
*(letra de Marcelo Yuka Minha Alma)

27.7.08

Memória quase erótica

Toda história de corno é no fundo uma história erótica, do outro.

Esta postagem não começou numa corneada mas o pensamento é sempre atual.

Atualizando as Branquelas do Zé, aquele blog que, enquanto espero o próximo carnaval vai me divertindo com as bundudas da vez e me ajuda a dissipar outros temas vicerais e mais politizados com temas mais engraçados ou prazerosos, cheguei ao Carlos Zéfiro(1).

Carlos Zéfiro(2) (Alcides Caminha) é um ícone da cultura erótica, mas o que ele tem a ver com este blog?

Ele compôs com o Nelson Cavaquinho e o Guilherme de Brito (que negou a participação do Alcides Caminha na autoria) a música A Flor e o Espinho.


Tudo a ver com um domingo que pode ser para alguns nostálgico num clima de inverno, meio frio e meio nublado e em que ouvir esta composição de Nelson Cavaquinho, Alcides Caminha (Carlos Zéfiro) e Guilherme de Brito ao menos dá uma dimensão poética a alguma desilusão amorosa.

Nelson Cavaquinho foi um sambista e chorão, em sua vasta obra musical se destacam os temas tristes (neste link, músicas para ouvir).

O vídeo da música é com a Roberta Sá e um ótimo acompanhamento em clima de barzinho: tudo a ver.

13.7.08

A Etiópia e o Dia Mundial do Rock

Mudando o tom das últimas postagens, olhando prum céu azul de inverno, aqui na serra do Rio, não dá prá deixar de sentir/pensar coisas boas num domingo assim.
Hoje, 13 de julho é o dia do Rock, assim batizado pelos promotores do Live Aid concerto em favor dos famintos da Etiópia. Como não quero falar, nem dos famintos da Etiópia e porque se encontravam naquele estado quando o concerto foi realizado na Inglaterra em 1985 e muito menos da sua importância na formação do mundo cultural e do mundo pré-histórico. Também não quero falar da verdadeira história do Rock e o que levou a tornar a data de realização deste concerto o Dia Mundial do Rock.
Apenas aguardava que este domingo chegasse para ter o prazer de ouvir Chuck Berry e postar para vocês, sobretudo aqueles que como eu não puderam assistir o show dele ao vivo nas cidade de São Paulo, Rio Curitiba e Porto Alegre, há pouco menos de um mês.
Chuk Berry, inventor do rock aos 81 aninhos continua comendo costelinha de porco... mas não apenas.

Neste vídeo Chuck Berry toca com seu filho Charles Berry Jr. que o acompanha nos shows.

23.6.08

Quadrilhas do Bem

Pintura de Ignácio da Nega
Neste final de mês de junho pegue sua turma e vá forrozar!
Dance sobre os escombros das obras inacabas e eleitoreiras, dance a despeito dos discursos populistas, demagógicos e mentirosos, dance a despeito da violência, do racismo e de outras mazelas sociais mantidas e promovidas pelos vetustos guardiães da moral e dos privilégios. Pegue seu bacamarte e foguetei ao pé da fogueira e não deixe de fazer cócegas no pescoço do seu amor, sussurre "minha nega" ou "meu nego" no seu ouvido e caia dentro.

Para inspirar as festas juninas e julinas!



Isto sim, é que uma quadrilha do Bem!



Para instrospectivos: "Lamento Sertanejo" de Gil e imagens (sildeshow)



Na cidade do Rio, vá a Feira de São Cristóvão - Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, veja a programação na entrada shows na barra inferior.

18.5.08

Obrigado, Hendrix!

Meu tributo ao "espírito do tempo" de 1968 neste domingo de maio de 2008.

Na Polônia que tem como santa padroeira uma Virgem Negra - Nossa Senhora de Czestochowa - uma homenagem a Jimi Hendrix reune crescentemente a cada ano guitarristas de todo o mundo para homenagearem o deus negro do rock tocando hey Joe, obrigado Hendrix.



Para arrepiar do cox até o pescoço.
Se você não dormiu no sleeping bag e nem fez outras coisas essenciais, aproveite e mexa este esqueleto antes que enrijeça de vez.

21.3.08

Páscoa para todos

Para penitentes, heréticos, ateus e crentes de todas as religiosidades.
O sentido imemorial da páscoa pode acalmar os corações mais pulsantes, afoitos amassa-pão.
Para todos, drão!

Technorati Profile

1.3.08

A cidade e a bossa nova

Orla da zona sul do Rio vista sobre da favela do Vidigal

Os 443 anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro neste ano serve de palco para a comemoração dos 50 anos da Bossa Nova que tem como marco o lançamento do disco Canção do Amor Demais de 1958 gravado por Elizete Cardoso cantando músicas de Tom Jobim e Vinícios de Moraes.
Capa do primeiro disco de bossa-nova

Para saudarmos estas datas assista ao vídeo:



CD "Elizete sobe o morro", melhor preço, aqui.
Para conhecer mais sobre a Bossa Nova, veja aqui.

15.11.07

A mão da limpeza


No mês da Consciência Negra reflexão e ritmo para não perder a ternura.


A mão da limpeza - letra e música: Gilberto Gil - 1984

Ouça!
in Raça humana

O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Vai sujar na saída, ê
Imagina só
Que mentira danada, ê

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê

Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza

Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão
De imaculada nobreza

Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão

© Gege Edições Musicais ltda (Brasil e América do Sul) / Preta Music (Resto do mundo)


Veja o vídeo.

26.9.07

Mano Brown, rapper, filósofo pop

Filósofo pop, cronista social, poeta, crítico, contraditório, messiânico, cara-de-mau, Pedro Paulo Soares, muito prazer, Mano Brown.

A morna entrevista do rapper Mano Brown no "Roda Viva" de ontem (24) rendeu à TV Cultura 15 minutos à frente do SBT e da Band. O canal da Fundação Padre Anchieta chegou a abocanhar a terceira colocação da audiência, atrás apenas de Globo e Record.

Entrevistado no programa Roda Viva da Rede Educativa, Mano Brown 37 anos, que é avesso a entrevistas aceitou porque conhece o programa e gosta, até achou que iam pegar mais pesado com ele.

No início da rodada Mano Brown tinha cara de poucos amigos: espelho da sociedade, espelho Mano Brown, retrato da periferia pós-moderna.

Para ser rapper tem que ter postura: revoltado com as injustiças sociais correndo atrás do seu espaço profissional com a música engajada denunciando, criticando, narrando o cotidiano da periferia com talento.

No Capão Redondo houve muitas perseguições, desconfianças, "quando o cara aparecia de com uns camisões, correntes, boné e atitude, eram estranhos ou diferentes".

Morador do Capão Redondo, região do Campo Limpo, periferia da cidade de São Paulo, para Mano Brown a realidade hoje é diferente em seu bairro: "Seria cego de não perceber as mudanças", mas elas "foram bem 'menos' do que deveria".

Mas o rap venceu na periferia, já se passaram quase vinte anos só de Racionais Mcs, o hip hop é o canto, a voz, expressão da juventude pobre no mundo globalizado.

Filtrando, transformando as influências globais no Capão o hip hop é vencedor.

Mano Brown afirma não querer o fardo de ser "líder". "Não admito ser exemplo de ninguém. Só falo o que acho e sinto. Nunca disse que tenho um discurso".

Acompanha pouco os movimentos sociais como Movimento dos trabalhadores Sem Teto (MTST) e o Movimento dos Sem Terra (MST) instalados no Capão, valoriza mais as ações promovidas pelos próprios moradores que atuam sobre as questões locais.

Sobre as cotas raciais nas universidades, objetiva: - "o ensino deveria ser gratuito, o movimento negro está na vanguarda política".

Leitor moderado, não é nenhum devorador de livros e não cita ninguém, só as suas influências musicais, BenJor, Cassiano, Bebeto, Banda Black Rio, Gil.

Acompanha a política nacional é eleitor de Lula: - “mas não espera nada por isso”, e de Marta Suplicy de quem gosta e se admira dela ter perdido as últimas eleições.

- “Lula veio de baixo, não vai dar a cabeça pros inimigos”.

- “Tem bandido nos três poderes, empresário, jogador de futebol... é difícil falar para um garoto preto, pobre, não faça isso...”, reconhece: “a lei não é pra todo mundo”.

Traficante de drogas? Mano Brown prefere reconhecê-los como comerciantes, afinal, cachaça, cigarro, também não são drogas, indaga e afirma ao mesmo tempo, e os caras não vão presos, conclui.

Milhares de discos vendidos: “o rap dá uma condição mínima”.

Produtor musical, empresário de novos talentos, constata o crescimento do rap neste 20 e poucos anos: novos grupos, novas posses, ongs, “o cara produzindo num quartinho”...

A classe média interessa? “a finada classe média decadente tem que entender o mundo que cerca ela: o porteiro, o jardineiro, o filho da cozinheira, o moto boy”. “O Racionais é a voz, integra a classe média ao mundo da periferia”.

“O asfalto é mais violento que na periferia, a polícia é o maior inimigo do favelado”.

Mano Brown evangélico: “os evangélicos aceitam Deus sobre todas as coisas, as religiões negras não deveriam ser perseguidas”.

“Não tive pai, não tenho instinto de ser pai, não sei ser um pai presente, é o trabalho. Amo minha mulher e meus amigos”.

"As contradições só acabam quando uma pessoa morre. Sou o mais confuso dos quatro”.

Mano Brown parece uma personagem e insinua o Pedro Paulo Soares vai voltar.

Referências: http://www.capao.com.br/abre_artigo.asp?id_artigo=246

http://www.estadao.com.br/arteelazer/not_art56602,0.htm

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